
A origem remota do Dia Internacional da Mulher estará na trágica jornada reivindicativa das operárias tecelãs, em 8 de Março de 1857, em Nova Iorque. Algumas pesquisas não terão encontrado comprovação histórica do acontecimento, mas verdade ou lenda, exalça-se a luta reivindicativa da Mulher trabalhadora. A Mulher trabalhadora que também a ONU, ainda que «tarde e más horas», consagrou, em 1975, ao determinar o dia 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher.
Evidentemente que antes e depois daquele verídico ou lendário acontecimento muitas lutas, muitas angústias e muitas ansiedades coloridas de esperança foram, são e serão o quotidiano da Humanidade.
É certo que nem sempre o Dia Internacional da Mulher foi assinalado com a dignidade que o seu estatuto de luta e reivindicação laboral exige. Até domesticamente assistimos a prendas de livros de cozinha --- ah, a eterna e falsa fada do lar! --- e convites para «beber um copo» ou ouvir música pimbalhaça. Enfim, sinais dos tempos de mediocridade que vivemos!
Daqui, a minha homenagem à Mulher que trabalha!
Bem-hajas, Mulher!
Até sempre, rumo à dignidade até hoje sempre recusada!
.
José-Augusto de Carvalho
Caro Companheiro e Amigo,
ResponderEliminarBom artigo. Objectivo e actual.
Infelizmente, quanto mais se fala em direitos e igualdades, maiores e mais sofisticados são os esquemas de descriminação.
Ao que julgo saber, a luta da mulher pela dignidade, vem desde Eva.
Devido à sua especial condição, sempre foi considerado ser menor. E ainda hoje assim é, embora com nuances mais requintadas.
Se não concordo, que essa igualdade seja indiscriminada, também não aceito a descricionaridade de tratamento actual.
Isso tem reflexo maior nos níveis salariais e na descrimininação de funções. E é repreensível. De todo.
Também me aflige que um ser humano precise de um dia específico e determinado, para fazer valer a sua condição humana. Afinal, o ano tem 365 dias. E em todos a mulher está presente, tal como o homem.
Será uma outra forma de descriminar, mas que dá muito jeito a elites.
Enquanto assim se fizer, seremos fatalmente meia humanidade.
De qualquer forma, a sua elegia e a investigação histórica merecem aplauso e concordância.
Grande e fraterno Abraço,
Jerónimo Sardinha